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Empresários denunciam falta de energia por até três dias e cobram providências da Energisa em Sorriso

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Empresários denunciam falta de energia por até três dias e cobram providências da Energisa em Sorriso

Empresários do Distrito Industrial Leonel Bedin, em Sorriso, no norte de Mato Grosso, estão cobrando providências da Energisa diante das constantes interrupções e oscilações no fornecimento de energia elétrica. Segundo os relatos, estabelecimentos chegaram a ficar três dias consecutivos sem energia, provocando prejuízos financeiros e comprometendo o funcionamento das empresas.

Em entrevista à reportagem da Tv Sorriso Record, na manhã desta quarta-feira (21), um empresário que preferiu não se identificar afirmou que o problema é antigo e tem afetado diretamente a produção industrial e o cumprimento de prazos com clientes.

“Esses dias atrás a gente ficou sem energia três dias. Três dias sem energia e três dias sem produzir. E o cliente não quer saber”, relatou.

Além das interrupções, o empresário denunciou oscilações na rede elétrica que, segundo ele, impedem o funcionamento de máquinas e equipamentos utilizados diariamente. Ele também afirmou que aparelhos como geladeiras e impressoras já foram danificados.

A situação também compromete as condições de trabalho dos funcionários. Conforme o relato, equipamentos industriais deixam de funcionar corretamente e até o uso de bebedouros fica prejudicado.

O empresário, que mantém atividades no bairro desde setembro de 2012, afirmou que os problemas persistem há cerca de 14 anos. Segundo ele, os comerciantes reivindicam melhorias na infraestrutura elétrica da região, incluindo a instalação de um transformador adequado à demanda das empresas.

“Tem mais de dez anos que a gente está pedindo um transformador decente para trabalhar. Não sou só eu. É todo mundo que precisa”, afirmou.

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Prejuízos afetam produção e empregos

O empresário também demonstrou preocupação com os impactos das interrupções no faturamento dos estabelecimentos e na manutenção das atividades industriais. De acordo com ele, empresas que normalmente trabalham entre 23 e 25 dias por mês enfrentam dificuldades para manter a rotina de produção. Em outubro, a estimativa é de que alguns estabelecimentos consigam operar apenas 18 dias devido aos problemas relatados.

Outro ponto questionado é o atendimento da Energisa. O empresário afirma que, mesmo após registrar solicitações, encontra dificuldades para obter informações sobre a previsão de normalização do serviço.

“A gente liga e não consegue falar com ninguém. É só atendente virtual, não tem quem dê um suporte para a gente”, reclamou.

Ele também cobrou atenção às pequenas e médias empresas instaladas no distrito industrial, destacando a quantidade de empregos gerados pelos estabelecimentos da região. Os empresários pedem que a concessionária avalie a capacidade da rede elétrica e adote medidas para garantir maior estabilidade no fornecimento de energia.

Redação Nortão MT – Micheli Cristina

 

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