Uma operação contra o garimpo ilegal foi deflagrada nesta terça-feira (20) nos rios Braço Norte e Peixoto de Azevedo, na região de Guarantã do Norte, no norte de Mato Grosso. Ao todo, 28 balsas utilizadas na extração irregular de minérios estão entre os alvos da ação, que investiga possíveis crimes ambientais e contaminação dos cursos d’água.
Denominada Leito Legal, a operação é coordenada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e pela Polícia Militar Ambiental, em apoio ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 2ª Vara da Comarca de Guarantã do Norte.
As equipes realizam diligências por terra e pelos rios para localizar embarcações, dragas e outros equipamentos utilizados na exploração mineral sem autorização. A determinação judicial também prevê a possibilidade de inutilização de maquinários instalados irregularmente em unidades de conservação.
Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram indícios de desmatamento, escavações, retirada da vegetação às margens dos rios e assoreamento provocado pela movimentação de terra durante a extração mineral.
Além das balsas, os policiais apuram a utilização de equipamentos de sucção conhecidos como “chupões”, empregados para retirar sedimentos do fundo dos rios. A atividade pode alterar o curso natural da água, comprometer as margens e provocar danos aos ecossistemas aquáticos.
A investigação também apontou a abertura de áreas de mata para instalação de acampamentos, construção de acessos clandestinos e montagem de estruturas utilizadas pelos garimpeiros.
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Polícia investiga possível contaminação dos rios
Durante a operação, estão previstas coletas de amostras de água e solo para exames periciais. O objetivo é verificar a possível presença de mercúrio e de outras substâncias químicas associadas à atividade garimpeira.
Conforme a Dema, a degradação provocada pela exploração mineral pode comprometer a qualidade da água, prejudicar a fauna e a flora e representar riscos à saúde da população.
Os rios atingidos integram a rede hidrográfica que abrange os municípios de Guarantã do Norte, Matupá, Novo Mundo e Peixoto de Azevedo. A região também possui áreas utilizadas pela população para lazer e banho.
Outra frente da investigação busca identificar os proprietários das balsas e os responsáveis pelo financiamento das atividades ilegais.
A força-tarefa reúne equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e representantes do Poder Judiciário.
Redação Nortão MT – Micheli Cristina








