Uma pesquisa inédita lançada pelo WWF-Brasil em parceria com a Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre (TOVS) está mapeando os reflexos sociais e financeiros do turismo de observação da onça-pintada no Pantanal mato-grossense.
A rota da pesquisa e a coleta de dados O projeto, intitulado “Transformando a onça-pintada em um ativo para o Pantanal”, começou em outubro de 2026 e tem encerramento programado para março de 2027. Os trabalhos de campo e virtuais cobrem um trecho de 145 quilômetros que liga a rodovia Transpantaneira ao Parque Estadual Encontro das Águas, localidade amplamente reconhecida pela facilidade de avistar os felinos em seu habitat natural.
Etapas presenciais e consulta pública Para coletar dados precisos, o cronograma incluiu entrevistas presenciais em Porto Jofre e ao longo da Transpantaneira com moradores, guias, condutores e gestores municipais. Além disso, uma consulta pública digital aberta até novembro de 2026 recolheu percepções de turistas e operadores, avaliando inclusive a abertura dos visitantes para uma taxa de preservação ambiental, embora o estudo não crie ou aprove nenhuma cobrança imediata.
Visão das entidades e do setor público Na avaliação da vice-presidente da Associação TOVS, Suzi Camargo, ainda faltam informações para compreender plenamente o potencial econômico do turismo de observação da espécie e sua relação com a conservação.
Por sua vez, o secretário adjunto de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Luis Carlos Nigro, destacou a importância da participação de empresários, hoteleiros e outros profissionais do setor. Segundo ele, quanto mais informações forem reunidas, maior será a capacidade de compreender as necessidades da atividade e identificar oportunidades para fortalecer o turismo regional.
Perspectivas para o futuro da região Para Suzi Camargo, ouvir os diferentes participantes é essencial para que o crescimento do turismo seja acompanhado por oportunidades econômicas e pela valorização de quem vive e trabalha no Pantanal.
Os dados consolidados devem nortear o planejamento estratégico de prefeituras, governos estaduais e empresários, visando impulsionar a geração de empregos e a sustentabilidade no bioma.








