Um novo dispositivo capaz de transformar a produção elétrica foi apresentado no último domingo (11) na Cidade Zigurats, localizada em Corguinho (MS). O Multigerador de Energia Quântica, desenvolvido em uma parceria entre o Ecossistema Dakila e a S&S Tecnologia, atraiu mais de mil pessoas de vários estados e países durante sua revelação oficial.
Como funciona a tecnologia de retroalimentação
O sistema utiliza uma carga inicial em capacitores para acionar um motor elétrico, que por sua vez movimenta um gerador para converter força mecânica em eletricidade. O grande diferencial divulgado pelos criadores é o processo de retroalimentação, sintetizado pelo slogan “Energia que gera mais energia”, onde parte da eletricidade produzida retorna ao circuito para garantir o funcionamento contínuo.
Helton Marques, coordenador do projeto, detalhou o funcionamento técnico do equipamento: “O sistema baseia-se na captura e conversão de campos energéticos ambientais integrados a um circuito de retroalimentação inteligente, smart feedback. Essa arquitetura permite que o sistema gerencie seu próprio fluxo interno, estabilizando a saída de energia e mantendo a operação contínua, com alta eficiência e sem perdas energéticas significativas”, afirma.
Inovação com placas solares virtuais
Outro ponto de destaque na apresentação foi a introdução de painéis solares virtuais na arquitetura do aparelho. A novidade dispensa a instalação física de estruturas nos telhados das edificações.
Sobre essa evolução, o coordenador explicou: “A grande virada de chave tecnológica do projeto, fruto de décadas de estudos, foi a capacidade de desenvolver uma técnica na qual o inversor detecta placas solares virtuais. Enquanto os sistemas fotovoltaicos tradicionais dependem de inversores conectados a painéis solares físicos instalados nos telhados, o Multigerador gera e simula a presença dessas placas virtualmente, diretamente no sistema, eliminando a dependência de painéis físicos, espaços no telhado e incidência de luz solar”, destaca.
Capacidade e aplicações futuras
O protótipo de grande porte exibido no Mato Grosso do Sul tem potencial para suprir a demanda de até 15 casas. Contudo, os planos incluem o desenvolvimento de modelos menores, com dimensões similares às de um frigobar, voltados para o uso residencial individualizado. Urandir Fernandes de Oliveira, fundador e presidente do ecossistema, também mencionou a possibilidade de criar carregadores portáteis que dispensam recarga e a aplicação em veículos voadores para estender o tempo de voo.
As perspectivas comerciais apontam para o início das vendas em 2027, após a conclusão das etapas de validação e estruturação legal iniciadas em Brasília. O objetivo final, segundo a equipe responsável, é alcançar reconhecimento científico internacional e ampliar o acesso à inovação.
“Eliminando a dependência de concessionárias de energia, reduzindo drasticamente custos operacionais e residenciais, e oferecendo uma solução sustentável de impacto ambiental zero. O potencial é de alcance global, milhões de pessoas, desde residências urbanas e isoladas até comunidades remotas, hospitais, escolas e operações militares, inclusive, ou industriais em áreas sem infraestrutura de rede, garantindo autonomia e segurança energética contínua”, celebra Marques.








