Diante das projeções do fenômeno El Niño 2026/2027, o agronegócio da Região Nordeste precisa adotar medidas urgentes de preservação ambiental e planejamento hídrico.
Riscos climáticos no Semiárido
As análises indicam que o final de 2026 será marcado por temperaturas elevadas e precipitações abaixo da média no Semiárido. Há alertas concretos sobre a ampliação dos perigos relacionados ao déficit hídrico, ocorrência de ondas de calor e focos de queimadas. Como a safra na região se concentra nos primeiros meses do ano, o momento mais crítico para o setor produtivo deve se concentrar no início de 2027, bem no meio da estação chuvosa.
Cenário hídrico e reservatórios
Apesar do panorama desafiador, o ponto de partida atual difere positivamente do cenário catastrófico registrado durante a forte estiagem de 2015 e 2016. Naquele período, os reservatórios nordestinos operavam com apenas 23% de sua capacidade em agosto, enquanto o patamar atual se encontra próximo de 51%. Contudo, a irregularidade das chuvas ainda representa uma ameaça direta à recuperação dos pequenos mananciais hídricos.
Estratégias para lavouras e pecuária
Para atravessar o período crítico sem perdas catastróficas, o foco principal dos produtores deve ser a gestão rigorosa dos recursos hídricos e a proteção da terra.
A recomendação técnica envolve o cumprimento rigoroso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, além do uso de cultivares adaptadas. Na pecuária, o planejamento antecipado da alimentação e o manejo adequado da lotação animal são essenciais para evitar prejuízos severos aos rebanhos e à integridade do fluxo de caixa das propriedades.








