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Polícia Civil de MT cumpre 7,6 mil mandados de prisão em 2024

Forças de segurança realizaram 434 operações nos primeiros dez meses do ano para combater o crime organizado e o tráfico.

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Polícia Civil cumpriu 7,6 mil mandados de prisão em MT neste ano; 434 operações

As forças de segurança de Mato Grosso registraram um volume expressivo de ações repressivas entre janeiro e outubro deste ano, contabilizando 434 operações policiais e uma média mensal de 43 intervenções, que culminaram na captura de 1.314 suspeitos de práticas criminosas.

Distribuição das ações policiais no estado

O interior mato-grossense liderou o ranking de atuação com 253 investidas das Delegacias Regionais. Na sequência, as equipes da Diretoria de Atividades Especiais executaram 119 diligências, ao passo que a Diretoria Metropolitana respondeu por 61 operações no período.

O serviço de inteligência teve papel central no suporte tático para neutralizar o avanço de facções criminosas, o comércio de entorpecentes, a lavagem de capitais, estelionatos, roubos, furtos, desvios de conduta e ilícitos ambientais ou fazendários.

Balanço de capturas e planejamento estratégico

No acumulado dos dez primeiros meses, as autoridades cumpriram 7.619 ordens judiciais de captura e efetuaram aproximadamente 22 mil detenções em flagrante delito em todo o território estadual.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.

“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.

Expansão do efetivo e combate a facções

O avanço nos índices de produtividade policial também decorre da expansão do quadro pessoal. Em abril, a instituição incorporou 124 novos profissionais, entre 55 investigadores e 69 escrivães, mês que também marcou o recorde anual de ações com 60 deflagrações. Entre 2019 e 2025, a corporação empossou outros 381 servidores.

As ações fazem parte da Operação Pharus, estratégia vinculada ao programa Tolerância Zero do governo estadual para sufocar o crime organizado. O termo remete ao latim para farol, simbolizando o direcionamento e a presença ostensiva do Estado contra as facções.

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