A celebrada cantora Claudette Soares chega aos 91 anos nesta data, mantendo o foco nas novidades de sua carreira e preparando a chegada de um disco inédito. A artista carioca, nascida em 31 de outubro de 1935, disponibilizará nas plataformas digitais o projeto batizado de O mundo é ruim para quem não sabe esperar no dia 13 de novembro.
Novas parcerias e repertório inédito
O projeto fonográfico marca um feito histórico na trajetória da intérprete, sendo o primeiro de sua discografia — iniciada em 1954 — composto exclusivamente por faixas inéditas. Com dez faixas no total, o trabalho foi idealizado por Marcus Preto em 2023 e gravado ao longo de três anos em São Paulo, contando com a produção conjunta de Preto e Thiago Big Rabello.
O alinhamento musical reúne nomes de peso da música brasileira em colaborações especiais. Além do dueto já revelado com Guilherme Arantes na faixa “O prazer de viver para mim é você” (2024), o disco conta com a participação de Joaquim em “Esse escurinho e você”, que une o artista a Roberto Menescal.
Grandes nomes na ficha técnica
Maria Gadú divide os vocais com a veterana em “Batuque bom”, uma composição fruto da parceria entre Marcos Valle e Tim Bernardes. Já a artista Thalma de Freitas participa da faixa “Viva”, escrita por Marcos Valle junto a Arnaldo Antunes.
Thalma também assina como compositora de uma das faixas inéditas, intitulada “O que aconteceu”. O repertório ainda traz contribuições de Leoni com “A vida é bem maior”, além de uma parceria póstuma entre Joyce Moreno e João Donato (1934 – 2023) na música “Esquecível”.
Homenagem ao formato de vinil
O batismo do disco tem origem em um verso de “Cheguei no ponto”, canção composta por Ana Costa e Zélia Duncan que assume a função de faixa de abertura. O alinhamento fica completo com as músicas “Bem feliz” (assinada por Zé Manoel e Ronaldo Bastos) e “Natural” (criada por Zé Renato e Nando Reis).
A direção artística pensou em uma estética nostálgica para o projeto gráfico, com uma fotografia de Fábio Audi que recebeu tratamento visual envelhecido para remeter aos antigos LPs. Essa escolha visual dialoga com o plano de lançar o material no formato físico de vinil futuramente, celebrando a grandiosa trajetória da artista que iniciou sua carreira nos rádios ainda na adolescência, na década de 1940.








