A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Patrinus, com o cumprimento de 13 mandados judiciais contra um grupo criminoso com atuação em Tabaporã, investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em facção criminosa.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo de Juína, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Tabaporã.
As ordens judiciais foram cumpridas em endereços nos municípios de Tabaporã e Sinop, além do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
Investigação
As investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Tabaporã tiveram início após a apreensão de aparelhos celulares e a análise dos dados, mediante autorização judicial.
As informações extraídas revelaram a existência de um grupo criminoso estruturado em Tabaporã, com ramificações em outros municípios do Estado, hierarquia definida, divisão de tarefas e atuação coordenada na comercialização de entorpecentes.
Conforme o delegado de Tabaporã, Geremias Ferreira, os indícios apontam que o grupo criminoso tinha uma liderança no interior do sistema prisional, responsável pelo gerenciamento da distribuição de drogas, pelo controle financeiro e pela transmissão de ordens aos demais integrantes.
“A equipe de policiais civis também identificou os suspeitos que atuavam na logística, no armazenamento, no recolhimento de valores e na venda direta das substâncias ilícitas aos usuários”, afirmou o delegado.
Cumprimento de mandados
As buscas nos endereços indicados nas ordens judiciais tiveram como objetivo localizar drogas, armas de fogo, munições, valores em espécie, aparelhos celulares e outros materiais relacionados à atividade criminosa.
Em Várzea Grande, os policiais civis apreenderam celulares, carregadores e drogas na cela ocupada por um dos alvos da operação, que está recolhido na unidade prisional.
Todo o material apreendido será submetido à análise e à perícia.
Apoio operacional
Coordenada pela Delegacia de Polícia de Tabaporã, a operação contou com o apoio de equipes das Delegacias Regionais de Juína, Sinop e Várzea Grande.
Nome da operação
O nome Patrinus tem origem no latim e remete à palavra “padrinho”. A denominação faz referência direta a um dos homens apontado como principal alvo da operação, que, segundo as investigações, atuava como padrinho de jovens cooptados para a prática de atividades criminosas. Ele está atualmente custodiado no sistema penitenciário.
A Polícia Civil ressalta que a operação integra as ações permanentes de enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas no interior do Estado.








