Uma suposta prática de “rachadinha” envolvendo o vereador Wanderley Cerqueira (MDB) e servidores temporários da Câmara Municipal de Várzea Grande é apontada no relatório do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) . A suspeita integra o conjunto de informações apuradas na Operação Cathedra Venalis, deflagrada em 20 de outubro.
De acordo com o documento, o denunciante relatou que o vereador Wanderley teria praticado o esquema de rachadinha , no entanto, não apresenta detalhes sobre como a suposta divisão de salários ocorreria.
O relatório também não especifica valores que teriam sido exigidos ou repassados, percentuais de possíveis descontos, nomes dos servidores supostamente envolvidos ou a quantidade de funcionários que poderiam ter sido atingidos pela prática.
A chamada rachadinha é uma suspeita de irregularidade em que parte da remuneração de servidores é devolvida a agentes políticos ou a terceiros. No caso mencionado pelo Gaeco, as informações disponíveis no relatório não permitem afirmar como o suposto esquema funcionaria nem se houve efetivamente repasse de dinheiro.
Suspeita de perseguição política
O documento também registra relatos de possíveis retaliações administrativas contra integrantes de grupos políticos que teriam se afastado de Wanderley Cerqueira.
Segundo as informações reunidas na investigação, assessores nomeados pelo vereador Charles Fabiano teriam sido exonerados após ele declarar apoio a um concorrente de Wanderley na disputa pela Mesa Diretora da Câmara para o segundo biênio, de 2027 a 2028.
A possível relação entre as exonerações e o rompimento político é uma das questões que aparecem no material investigativo. Entretanto, o relato sobre as demissões não comprova, por si só, que elas tenham ocorrido como forma de retaliação, nem estabelece uma ligação direta com a suspeita de rachadinha.
Investigação em andamento
A Operação Cathedra Venalis apura suspeitas relacionadas a articulações políticas e possíveis irregularidades na Câmara Municipal de Várzea Grande. As informações sobre a suposta rachadinha constam de relatório que reúne relatos e elementos submetidos à análise dos investigadores.
Até o momento, o trecho do documento que menciona a denúncia não apresenta comprovação conclusiva da prática nem detalha a dinâmica dos possíveis repasses.
As suspeitas devem ser tratadas como alegações em investigação, sem antecipar conclusões sobre eventual responsabilidade criminal dos citados.








