A equipe de articulação da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva informou que o petista concordou com todas as exigências impostas por seu oponente, Flávio Bolsonaro (PL), referentes à abertura de dados bancários e telefônicos do candidato e de seus familiares. O anúncio oficial foi feito por Camilo Santana, coordenador da campanha presidencial.
“Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE.”
Cronograma no Tribunal Superior Eleitoral
Camilo Santana confirmou presença no Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira, às 11h, para oficializar a resposta do candidato do PT. O horário também serve como ultimatum para que o representante do PL libere suas informações financeiras e de comunicação, juntamente com as de seus parentes.
“É o prazo que ele vai ter para estar lá e abrir todo seu sigilo bancário e telefônico. Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, disse Camilo. O segundo turno está marcado para o próximo domingo (25).
Origem do embate político
O confronto teve início durante o debate televisivo realizado no último domingo (18), ocasião em que Lula propôs a abertura mútua de sigilos para comprovar “quem é honesto e quem é ladrão”, incluindo cônjuges e filhos. Na terça-feira (20), o petista protocolou no TSE o documento autorizando a liberação de suas próprias informações.
Em resposta, Flávio Bolsonaro impôs condições adicionais, exigindo que o adversário incluísse no escopo Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete, além de abrir os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente. O político do PL também requisitou a divulgação dos registros de acesso da empresária Roberta Luchsinger ao Palácio do Planalto. Todas as imposições foram acatadas pela coordenação.
“Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, disse o coordenador da campanha petista.








