O vereador Gilberto dos Santos, mais conhecido como Beto do Amendoim (PSB), conseguiu expandir sua base de sustentação política e tem chances reais de contabilizar 15 dos 21 votos na disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rondonópolis. O pleito decisivo está agendado para a próxima sexta-feira (23).
Articulação e maioria consolidada
Conforme apuração junto a bastidores da política local, o parlamentar socialista já assegurou o respaldo de representantes de diversas siglas, firmando uma forte união para liderar o Legislativo durante o próximo biênio.
A coalizão engloba o próprio Beto do Amendoim, além de Manoel da Silva Neto, o Dr. Manoel (UB); Gerson Moreira, o Investigador Gerson (MDB); Adonias Fernandes (MDB); Adilson do Naboreiro (MDB); Renan Dourado (Republicanos); Wellington Pereira (Rede); Kalynka Meirelles (Podemos); Paulo César Schuh (PL); Wesley Cláudio (Novo); Gelson da Saúde (Podemos); Kaza Grande (PSB); José Felipe Horta (PL); Anderson Bananeiro (PRD) e Vinícius Amoroso (PSB).
Pluralidade partidária e próximos passos
O bloco chama atenção pela pluralidade ideológica, reunindo figuras que atuaram em palcos opostos e apoiaram diferentes nomes nas disputas das urnas deste ano. Mesmo com tais divergências prévias, o grupo superou as diferenças para selar o consenso em torno do nome do vereador do PSB.
Com o triunfo praticamente assegurado — visto que são necessários apenas 11 sufrágios para garantir a vitória —, a próxima etapa consistirá na definição dos demais postos da Mesa Diretora, que compreende duas vice-presidências e duas secretarias.
Nova configuração de oposição
Em contrapartida, a movimentação ao redor de Beto pavimenta o caminho para um novo cenário na dinâmica da Casa de Leis. Um grupo de seis edis ficou de fora da aliança majoritária e pode atuar na oposição, tanto em relação à futura gestão da Mesa quanto ao governo do prefeito Cláudio Ferreira (PL).
Esse bloco conta com o ex-líder do prefeito na Câmara, Ibrahim Zaher (MDB); Marisvaldo Gonçalves (Republicanos); Luciana Horta (PL); Alikson Reis (Podemos); e os petistas Júnior Mendonça e Wendell Girotto.
A configuração deste grupo sinaliza um rearranjo de forças no âmbito legislativo, marcando o distanciamento de nomes que antes compunham a base governista.








