O cenário climático em Mato Grosso sofrerá uma mudança significativa nos próximos dias. Depois de enfrentar um período de calor intenso, com registros que chegaram a quase 42°C, o estado deve registrar uma queda acentuada nas temperaturas durante o fim de semana, com máximas variando entre 25°C e 29°C e mínimas entre 19°C e 22°C.
Alerta de tempestades e chuvas
A mudança no tempo é acompanhada por um alerta de perigo potencial emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que permanece vigente até as 23h59 deste sábado (17). A previsão aponta para a ocorrência de chuvas de até 50 milímetros na região sul do estado, além de rajadas de vento que podem atingir 60 km/h e a possibilidade de queda de granizo. O órgão alerta para um volume de precipitação entre 20 a 30 milímetros por hora.
Riscos associados ao mau tempo
Embora o risco seja considerado baixo, a meteorologia adverte para a possibilidade de transtornos pontuais causados pelas tempestades. Entre as ocorrências previstas estão alagamentos, queda de galhos de árvores, prejuízos a plantações e eventuais interrupções no fornecimento de energia elétrica.
O histórico do calor recente
A queda nos termômetros chega após uma sequência de dias de forte aquecimento no Centro-Oeste brasileiro. Entre os dias 8 e 12 de outubro, as temperaturas na região oscilaram entre 32°C e 42°C. Mato Grosso liderou as marcas mais elevadas, com destaque para Cocalinho, que atingiu 41,8°C, e Nova Xavantina, com 40,9°C.
Perspectivas climáticas para o final do ano
O trimestre de outubro a dezembro deve apresentar um comportamento climático preocupante para o setor agrícola e para a umidade do solo. Segundo o Inmet, a previsão indica chuvas abaixo da média histórica em grande parte do centro-norte de Mato Grosso. No extremo norte, o déficit de precipitação pode alcançar 100 milímetros em comparação ao volume esperado para o período.
Além da escassez de chuva, o calor deve persistir acima da média nos próximos meses. Especialmente no norte mato-grossense, os termômetros podem registrar até 2°C acima do habitual. Esse cenário de ar seco e temperaturas elevadas tende a intensificar a evapotranspiração, agravando a falta de umidade no solo neste mês de outubro.








