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Amado Batista é multado em R$ 157 mil por desmatamento ilegal em fazenda de Mato Grosso

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Amado Batista é multado em R$ 157 mil por desmatamento ilegal em fazenda de Mato Grosso

O cantor e pecuarista Amado Batista foi autuado em R$ 157.145,40 após uma fiscalização identificar o desmatamento de 157,14 hectares de vegetação nativa na Fazenda Esperança, localizada em Cocalinho, a cerca de 765 quilômetros de Cuiabá. A área atingida também foi embargada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).

A irregularidade foi identificada durante uma operação realizada em conjunto com a Polícia Militar Ambiental. O procedimento teve início após o monitoramento por satélite apontar alterações na cobertura vegetal da propriedade, que possui mais de 10,6 mil hectares. De acordo com o relatório técnico, imagens registradas entre julho e agosto de 2026 mostraram a retirada de vegetação em parte da fazenda. Os indícios levaram os agentes a realizar uma vistoria presencial no dia 19 de agosto.

Durante a fiscalização, foram encontrados resíduos de árvores e outras espécies vegetais amontoados, além de marcas deixadas por máquinas pesadas e sinais de compactação do solo. Os técnicos constataram que a intervenção atingiu uma região conhecida como varjão, considerada ambientalmente sensível por apresentar características de áreas úmidas do Cerrado, com períodos de alagamento ao longo do ano.

Área apresentava regeneração natural, segundo fiscalização

Ainda conforme o relatório, o trecho desmatado estava registrado no Cadastro Ambiental Rural (CAR) como área de uso consolidado. Entretanto, os fiscais identificaram que a vegetação passava por um processo de regeneração natural.

Nessas condições, a retirada da cobertura vegetal dependeria de autorização específica do órgão ambiental, que não foi identificada pela fiscalização. Com base nos levantamentos, a Sema aplicou a multa de R$ 157,1 mil e determinou o embargo da área, impedindo a continuidade das atividades no trecho considerado irregular.

O processo administrativo também estabelece a apresentação de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), no prazo de 30 dias, para definir as medidas necessárias à recuperação ambiental. O descumprimento das determinações poderá resultar em novas penalidades e no encaminhamento do caso para apuração de eventuais responsabilidades nas esferas cível e criminal.

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Cantor já foi alvo de outras autuações

Esta não é a primeira vez que o nome de Amado Batista aparece em procedimentos envolvendo irregularidades ambientais. Em 2014, o artista foi multado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em aproximadamente R$ 1,24 milhão, também por desmatamento considerado ilegal em uma propriedade rural no município de Cocalinho.

O cantor também teve o nome incluído no cadastro de empregadores responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão, mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em decorrência de fiscalizações envolvendo propriedades rurais em 2024. Na ocasião, a defesa informou que havia firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho para regularizar as obrigações apontadas.

Até o momento, não foi apresentada no material divulgado uma manifestação da defesa de Amado Batista sobre a nova autuação ambiental. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Redação Nortão MT – Micheli Cristina

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