A discussão sobre o orçamento municipal de Rondonópolis para 2027, que prevê investimentos na casa dos R$ 3 bilhões, contou com a presença de apenas um morador na última terça-feira (13). O encontro, realizado na Câmara Municipal, visava debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), documentos fundamentais para o planejamento financeiro da cidade.
O esvaziamento do debate público
Embora o município conte com uma população próxima de 300 mil habitantes, a sala destinada ao debate permaneceu praticamente deserta. O cenário causou estranheza, visto que a audiência havia sido amplamente divulgada com o propósito de permitir que a sociedade civil opinasse sobre a aplicação dos recursos públicos para o próximo ano.
Ausência de lideranças comunitárias
Um detalhe que gerou questionamentos foi a falta de representantes de associações e presidentes de bairros. Essas lideranças são peças-chave para levar demandas de áreas críticas como infraestrutura, saúde, educação e iluminação pública diretamente aos gestores. A audiência seria o momento ideal para cobrar prioridades, mas o espaço de diálogo não foi aproveitado por quem conhece de perto as carências das comunidades.
O papel dos representantes políticos
O vereador Professor Alikson Reis (Podemos), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, foi um dos nomes presentes na sessão. O evento, embora não seja a etapa final da definição do orçamento, é um passo obrigatório para a transparência e a fiscalização do dinheiro público.
O contraste entre a cifra bilionária em jogo e a quase inexistência de público reforça um desafio crônico para a democracia local: a dificuldade de engajar o cidadão nas decisões que afetam diretamente o cotidiano da cidade. Fica o alerta sobre a importância de ocupar esses espaços para garantir que o planejamento financeiro esteja alinhado às reais necessidades da população.








