A vereadora Maysa Leão (Republicanos) manifestou a expectativa de que a eleição de Ilde Taques (Podemos) para a presidência da Câmara de Cuiabá traga alterações significativas na rotina de votações do Legislativo municipal. Entre as principais mudanças aguardadas pela parlamentar estão a diminuição de propostas enviadas em regime de urgência e a abertura de um espaço maior para o diálogo e a análise dos textos em tramitação.
Expectativa para a nova gestão da Casa Embora projete um Legislativo focado na discussão de ideias, a parlamentar ressaltou que não projeta uma postura de oposição sistemática ao prefeito Abilio Brunini (PL). O grande incômodo relatado por ela durante a fase inicial da administração atual diz respeito à velocidade com que medidas cruciais foram impostas aos vereadores.
“O que, sempre me incomodou muito nesse início de biênio da gestão Abílio Brunini, foi a excessiva apresentação de projetos importantes com urgência. A gente precisa ter tempo hábil de ler e debater”, afirmou.
Esclarecimentos sobre a votação da LDO Durante a entrevista, a vereadora rechaçou a tese de que a rejeição à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tenha ocorrido em função da disputa política pela Mesa Diretora da Casa de Leis.
“Isso não é verdade. Não houve um combinado no nosso grupo de mesa diretora votem contra a LDO”, disse.
Ausência de planos e projetos no texto A parlamentar justificou seu voto desfavorável apontando lacunas no conteúdo da proposta orçamentária, que, segundo sua avaliação, deixava de incluir demandas essenciais para o funcionalismo público e para a rede de atendimento social.
De acordo com a vereadora, a matéria não contemplava os planos de cargos, carreiras e salários voltados aos servidores da educação e da saúde, além de ignorar iniciativas fundamentais como a implantação da Casa do Autista.
“Então, votei contra a LDO, votaria de novo e se fosse errado, não teria possibilidade de votação, uma coisa não tem nada a ver com a outra”, afirmou.
Para os próximos períodos legislativos, o foco defendido é garantir que os parlamentares disponham de condições adequadas para examinar e aprofundar os debates antes que os textos sejam submetidos à deliberação definitiva no plenário.








