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Meta lança nova inteligência artificial para acirrar disputa

A dona do Facebook e do Instagram apresentou seus sistemas mais potentes para rivalizar diretamente com a OpenAI e a Anthropic.

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Meta lança Muse Wonder, seu modelo de IA mais avançado, para pressionar OpenAI e Anthropic

A Meta revelou nesta segunda-feira (12) a chegada do Muse Wonder e do Muse Wonder Full, apontados pela gigante tecnológica como os seus sistemas de inteligência artificial mais sofisticados até o momento.

Estratégia de mercado na tecnologia

Com essa investida, a companhia controladora do Facebook, do Instagram e do WhatsApp pretende elevar sua competitividade frente a concorrentes de peso no setor, como a Anthropic, criadora do Claude, e a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT.

O plano comercial da empresa prevê a chegada do Muse Wonder ao assistente pessoal Muse em breve, com foco inicial em clientes que utilizam o serviço por assinatura. Paralelamente, a modalidade mais robusta, chamada Muse Wonder Full, foi liberada para os assinantes do Muse Code, a plataforma de desenvolvimento voltada para programadores.

Funcionalidades e polêmicas recentes

Apresentado no começo de setembro, o assistente Muse foi criado para realizar tarefas de forma autônoma. Para isso, o sistema interage com dados de aplicativos de mensagens, e-mails, calendários, finanças, bem como ferramentas de saúde e automação residencial.

A tecnologia, contudo, já enfrentou controvérsias públicas recentemente. O criador de conteúdo canadense Matt J. Robb relatou publicamente que o assistente revelou sua localização exata para um estranho.

De acordo com o relato, o sistema autônomo gerenciava sua página no Facebook Marketplace, aceitou a proposta por um teclado e agendou a entrega sem autorização prévia, fazendo com que o comprador aparecesse na residência do influenciador. Na ocasião, a companhia declarou que investigaria o ocorrido.

Investimentos bilionários e mercado financeiro

A introdução das novas tecnologias ocorre após Mark Zuckerberg, principal executivo da organização, direcionar aportes bilionários e atrair talentos do mercado ao longo do último ano para superar desvantagens na corrida tecnológica.

“Há 14 meses, iniciamos uma reformulação dos nossos esforços em inteligência artificial e, desde então, passamos da reconstrução das nossas bases para o avanço dos limites da tecnologia”, afirmou a Meta em uma publicação em seu blog.

A consolidação do assistente também representa uma oportunidade para monetizar os pesados aportes financeiros por meio de planos pagos, embora questões ligadas à privacidade continuem sob escrutínio. Com o anúncio, os papéis da companhia registraram alta de aproximadamente 4% durante o pregão da tarde.

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