A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta, justificou que falhas operacionais provocaram a queda na visibilidade das publicações associadas à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Controvérsia sobre favorecimento político
Simultaneamente, a empresa norte-americana negou veementemente as acusações de que estaria impulsionando propositalmente o conteúdo publicado por Flávio Bolsonaro (PL).
“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.
Ação no Tribunal Superior Eleitoral
Diante da situação, a coligação petista recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), apontando indícios de interferência no pleito nacional.
“A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’”, diz o comunicado da campanha.
Cobrança de esclarecimentos e dados de engajamento
O TSE estipulou o prazo de dois dias para que a big tech preste esclarecimentos formais. Dados divulgados pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT indicam que o perfil de Flávio Bolsonaro registrava desempenho superior.
“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz a nota do PT, acrescentando que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6×1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais”.
Contexto internacional e regulação
O debate sobre a moderação e o direcionamento de conteúdos eleitorais remete a episódios históricos, como o escândalo da Cambridge Analytica nas eleições americanas de 2016 e no pleito do Brexit. Recentemente, a relação entre a empresa e o governo dos Estados Unidos também tem passado por transformações estratégicas.
O escândalo anterior resultou em punições severas, incluindo uma multa bilionária aplicada pela Comissão Federal de Comércio dos EUA em 2019, após investigações sobre a privacidade dos usuários.








