O Ministério da Educação acionou oficialmente a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União para apurar uma série de intimidações recentes contra instituições federais de ensino superior, alunos e professores. Os oficios enviados exigem ações enérgicas diante da gravidade das ocorrências registradas ao longo da semana.
Universidades federais na mira
A onda de hostilidades atingiu campi de várias regiões do país. Entre as instituições afetadas estão a Universidade Federal Fluminense, a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade de Brasília, a Universidade Federal de Alagoas, a Universidade Federal de Ouro Preto, a Universidade Federal de Jataí, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido, a Universidade Federal do Pará, a Universidade Federal de Santa Maria e a Universidade Federal do Sul da Bahia.
Exigência de medidas jurídicas
Nos documentos encaminhados aos órgãos competentes, a pasta alertou sobre riscos de destruição de patrimônio, episódios de violência e a exibição de símbolos nazistas direcionados à comunidade acadêmica. O ministério ressalta que a atuação da PF e da AGU são urgentes “para apurar a autoria, a materialidade e as circunstâncias das ameaças e dos atos de violência direcionados às universidades federais.”
Impacto no período eleitoral
O governo destacou que o cenário político atual torna a situação ainda mais crítica. “O contexto sensível do período eleitoral amplia a gravidade desses atos, tornando imperativa a salvaguarda da integridade física da comunidade acadêmica e do patrimônio público. Essas ameaças e violências buscam intimidar o debate democrático, perturbar a ordem pública e comprometer o livre exercício das funções constitucionais das instituições de ensino superior”, diz trecho dos ofícios encaminhados.
As autoridades agora trabalham para identificar os responsáveis e garantir a segurança nas instituições de ensino superior afetadas pelas ocorrências recentes.








