Uma família foi surpreendida por uma onça-parda enquanto percorria uma plantação de soja em Querência, cidade localizada a 912 km de Cuiabá, em Mato Grosso. O flagrante ocorreu na última sexta-feira (9), por volta das 20h, quando o produtor rural Danilo Ivanoff e sua esposa, a nutricionista Kely Ivanoff, realizavam um passeio de carro pela propriedade acompanhados pelos filhos.
O momento do encontro na lavoura
O episódio começou quando o grupo avistou um veado próximo à plantação e decidiu se aproximar para que as crianças pudessem observar o animal. Após o veado fugir para a mata, o casal utilizou uma lanterna para iluminar a vegetação, momento em que avistaram o felino. Segundo Kely, o animal estava a uma distância de aproximadamente 10 metros do veículo.
A nutricionista relatou a experiência de presenciar o animal de perto: “A gente achou o máximo! Não é a primeira vez que vemos uma onça por aqui, mas sempre é uma experiência muito legal. Dentro do carro, ficamos tranquilos, mas dá aquele receio de sair para olhar a plantação sabendo que tem um animal desses por perto”.
Impactos ambientais e comportamento da espécie
O biólogo e fotógrafo de animais silvestres Miguel Monteiro aponta que o desmatamento e a degradação dos habitats naturais forçam espécies como a onça-parda a buscar alimento em áreas modificadas pelo homem. O especialista acredita que o felino provavelmente estava apenas em trânsito pela região, um comportamento comum para animais que percorrem longas distâncias em busca de um ambiente mais adequado.
Sobre a presença do animal, o biólogo esclareceu: “Não significa necessariamente que haja uma população de animais silvestres nessa região, pois a onça pode se deslocar grandes distâncias à procura de um habitat mais adequado”.
Orientações de segurança ao avistar um felino
Embora ataques a seres humanos sejam considerados raros, pois o animal tende a se afastar, é preciso cautela. O risco aumenta caso a onça se sinta acuada ou se estiver protegendo filhotes.
Para quem encontrar uma onça na natureza, a recomendação é clara: não correr, não virar as costas e não se agachar. O ideal é manter uma distância segura — idealmente entre 20 a 30 metros — e observar o comportamento do animal sem qualquer tipo de interferência ou tentativa de aproximação.








