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Quedas de aviões em Minas Gerais: o que se sabe sobre os acidentes

Dois acidentes aeronáuticos em um intervalo de cinco horas tiraram quatro vidas em diferentes regiões do estado nesta sexta-feira.

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Veja o que se sabe sobre os dois aviões que caíram no mesmo dia em Minas Gerais

Duas aeronaves caíram em um intervalo de apenas cinco horas em Minas Gerais nesta sexta-feira (9), resultando em quatro mortes. Os acidentes envolveram um monomotor em Belo Horizonte e um bimotor da Polícia Militar no interior do estado.

Queda de monomotor em Belo Horizonte

A primeira ocorrência foi registrada pela manhã, quando um avião de pequeno porte caiu em um pátio de manutenção do metrô, no bairro São Gabriel, na capital mineira. O único ocupante e piloto da aeronave morreu carbonizado, e sua identidade ainda não foi divulgada pelas autoridades.

O veículo aéreo permaneceu no ar por apenas dois minutos após decolar do aeroporto da Pampulha, despencando a quatro quilômetros de distância. Segundo o Corpo de Bombeiros, o trajeto previa um pouso em Juatuba com retorno programado para a capital no mesmo dia.

Situação da aeronave e impactos no local

Dados da Força Aérea Brasileira (FAB) indicam que o monomotor foi adquirido em 2020, com capacidade para três passageiros além do piloto. A documentação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estava regular, com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade vencendo justamente nesta sexta-feira (09). O modelo não possuía permissão para táxi-aéreo, voos comerciais, instruções de pilotagem ou atividades especializadas.

A administração do Metrô BH esclareceu que o impacto atingiu o galpão da oficina de manutenção de veículos ferroviários da concessionária. A empresa lamentou o falecimento do piloto e confirmou que o sistema de transporte coletivo não sofreu interrupções, sem registro de feridos entre os funcionários. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) investigará as causas do desastre.

Tragédia com aeronave da Polícia Militar

O segundo acidente aconteceu por volta das 16h, envolvendo um avião da Polícia Militar nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, a 216 km de Belo Horizonte. O King Air B300, identificado como Pégasus 17 (prefixo PP-EJO), explodiu logo após levantar voo, gerando uma densa nuvem de fumaça preta visível a distância.

O Corpo de Bombeiros mobilizou duas viaturas para atender a ocorrência na altura do km 43 da BR-458, com chamados recebidos por volta das 16h20. O bimotor turboélice, fabricado em 1986 e com capacidade para nove passageiros e um piloto, estava com a documentação válida até abril de 2027. O grupo realizava um voo de recheque, procedimento voltado para avaliar as competências dos condutores.

Vítimas e histórico da aeronave

O acidente fatal na região do Vale do Aço vitimou três oficiais: o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, a tenente Alice dos Santos Almeida, de 34, e a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35. Silvestre estava no comando da aeronave, acumulava mais de cinco mil horas de voo e era apontado pela corporação como o instrutor mais experiente da instituição, deixando esposa e três filhos.

Gabriela Emília, natural de Belo Horizonte, marcou a história da PMMG ao se tornar a primeira mulher a pilotar aeronaves de asa fixa do Comando de Aviação do Estado (ComAvE). Com cerca de 300 horas de voo, ela havia acabado de retornar da licença-maternidade, deixando marido e dois filhos pequenos.

O retorno da militar às atividades foi celebrado pela PM nas redes sociais na quinta-feira (8), um dia antes do acidente. Na homenagem, a corporação deu as boas-vindas à militar e celebrou seu retorno às atividades após a licença-maternidade: “Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar”, dizia a publicação.

A terceira ocupante, a tenente Alice dos Santos Almeida, era natural do Sul de Minas e também somava cerca de 300 horas de voo. O modelo acidentado também prestava relevantes serviços ao ComAvE no transporte de órgãos para transplantes, tendo colaborado com a remoção de cerca de dois mil órgãos ao longo de oito anos de operação.

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