A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou a prisão de Elias Samuel Delgado da Silva, apontado como um dos envolvidos no assassinato do professor Breno Antonio Humberto de Moraes. O delegado Bruno Abreu ressaltou a postura do detido durante o interrogatório, destacando que o suspeito revelou a localização do corpo — encontrado em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande — após ser confrontado com evidências.
Comportamento do suspeito e detalhes do crime
Sobre a conduta de Elias, o delegado Bruno Abreu detalhou: “É uma pessoa muito fria, tá? No início da prisão, primeiros 30 minutos ali, ele foi relutante. Mas, após eu apresentar para ele algumas provas, provas técnicas, ele começou a conversar e começou a detalhar algumas coisas para nós”. Embora tenha colaborado indicando onde o cadáver estava, o preso nega a autoria direta dos disparos ou agressões. Segundo o delegado: “Ele, nas palavras dele, não matou, mas entregou […]”.
Novos desdobramentos na investigação
A Polícia Civil trabalha com a certeza de que o crime foi uma ação coordenada. Ao ser questionado sobre a existência de comparsas, o delegado foi enfático: “Outras pessoas participaram? Com certeza”. A autoridade policial confirmou ainda que a vítima possuía vínculo com os envolvidos, embora a motivação exata do homicídio siga sob sigilo para não comprometer as diligências em curso.
Buscas e localização da vítima
O corpo do professor foi localizado quase duas semanas após seu desaparecimento, ocorrido em 26 de setembro. Devido ao difícil acesso ao brejo e ao avançado estado de decomposição, a Polícia aguarda os resultados da Politec para determinar a causa da morte. Sobre os métodos utilizados pelos criminosos, o delegado Bruno Abreu declarou: “Não, mas eu vou esperar a perícia”.
O delegado Caio Albuquerque reforçou o empenho das equipes desde o início das buscas: “É um trabalho desde a noite do dia 26 e início do dia 27 de setembro. Logo após aquelas imagens, a notícia foi parte da mãe comunicando o desaparecimento do filho. Muitas pessoas apareceram aí. Não descansou, não dormiu, não deixou de ir atrás”. Ele pontuou, ainda, o amparo à família: “É uma triste notícia, mas para a família enlutada tem o mínimo direito de ter o corpo de volta para fazer o sepultamento digno”.








