Setenta por cento dos brasileiros pretendem ir às compras no próximo Dia das Crianças, gerando uma movimentação financeira estimada em R$ 20,2 bilhões. O levantamento foi realizado pelo Instituto Datafolha a pedido da Abecs, entidade que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento. O valor projetado representa um crescimento de 7,5% em relação ao resultado obtido no mesmo estudo do ano anterior, que marcou R$ 18,9 bilhões.
Panorama regional das vendas
Em termos de volume financeiro total, o Sudeste lidera com R$ 8,8 bilhões, seguido pelo Nordeste com R$ 5 bilhões, Sul com R$ 3,1 bilhões, Centro-Oeste com R$ 1,7 bilhão e Norte com R$ 1,5 bilhão. No entanto, quando o foco é o gasto médio por consumidor, o cenário muda: o Centro-Oeste encabeça a lista com R$ 298 por presente. Logo após aparecem o Sudeste (R$ 232), o Sul (R$ 227), o Norte (R$ 201) e o Nordeste (R$ 169).
Preferências no pagamento
O uso de cartões desponta como escolha de 38% dos consumidores para quitar as aquisições festivas. Desse total, 23% preferem a modalidade de crédito e 15% optam pelo débito. Entre os usuários do crédito, 63% afirmam que vão dividir o valor. O Sudeste se destaca pelo uso massivo do plástico, com 48% da preferência. A ferramenta também é a favorita entre jovens de 25 a 34 anos (43%), mulheres (36%) e representantes das classes A e B (55%).
Lojas físicas versus e-commerce
As lojas físicas continuam soberanas na preferência nacional, atraindo 63% dos compradores. O Norte registra o maior índice de apego ao comércio tradicional (78%), seguido de perto pelo Nordeste (69%). Por outro lado, as vendas online conquistam 33% do público, com forte adesão de homens (34%) e de pessoas entre 35 e 44 anos (43%). Nas classes D e E, o comércio de rua e de shopping domina com 73% das preferências.
Os presentes mais buscados
Os tradicionais brinquedos seguem no topo da preferência, respondendo por 57% das intenções de compra. Na sequência aparecem vestuário e acessórios, com 27%, e artigos voltados para o esporte, como bolas e bicicletas, somando 12% da preferência dos consumidores.
O aquecimento do comércio reforça a importância de datas comemorativas para a economia brasileira, evidenciando a diversidade de canais de pagamento e a busca por planejamento financeiro por meio do parcelamento.








