O mercado de smartphones intermediários atravessa uma mudança drástica em 2026. O que antes era um nicho focado no equilíbrio entre custo e performance agora enfrenta uma escalada de preços, com aparelhos que podem custar até R$ 7.000. Esse movimento é resultado direto da integração massiva de Inteligência Artificial, que exige componentes de hardware mais robustos, como processadores avançados e maior memória RAM, elevando o patamar de preços que, em 2025, tinha um teto de R$ 3.000.
Desafio competitivo frente aos flagships
Para mapear esse novo cenário, analisamos cinco lançamentos recentes: Jovi V70, Motorola Edge 70 Pro, Oppo Reno 16, Realme 16 e Samsung Galaxy A57. Com valores que atingem a casa dos R$ 4.500, esses dispositivos entram em rota de colisão direta com modelos premium de gerações passadas, a exemplo do iPhone 16 e da linha Galaxy S25.
Design e especificações técnicas
No aspecto visual, as estratégias variam: o Realme 16 aposta em acabamento fosco, o Oppo Reno 16 foca na portabilidade e o Moto Edge 70 Pro investe em telas curvas. Em termos de display, a Motorola se destaca com 144 Hz de taxa de atualização, enquanto os demais mantêm os 120 Hz. Sob o capô, a diversidade é a regra, com chips MediaTek, Snapdragon e Exynos. O Moto Edge 70 Pro sobressai ao oferecer 12 GB de memória RAM, superando os 8 GB encontrados nos outros modelos.
Desempenho e autonomia energética
Ao submeter os aparelhos a testes de estresse, observamos que Moto Edge 70 Pro e Samsung Galaxy A57 lideram em performance. No quesito bateria, o Jovi V70 e o Realme 16 trazem 7.000 mAh, mas a eficiência varia. O Jovi V70 alcançou mais de 27 horas de uso, enquanto o Galaxy A57 demonstrou que um gerenciamento de energia otimizado pode superar baterias maiores em tempo de tela.
Qualidade fotográfica
O conjunto óptico também reflete diferentes prioridades. O Jovi V70 chega com um sensor de 200 MP, ao passo que Motorola e Oppo privilegiam um sistema triplo de 50 MP. O Samsung Galaxy A57 mantém um perfil equilibrado, enquanto o Realme 16 adota uma proposta mais simples. Nas selfies, a Oppo se destaca pelo processamento com filtros de embelezamento bastante marcantes.
O veredito do mercado
A decisão de compra deve levar em conta a desvalorização. Modelos da Samsung e Motorola costumam baixar de preço mais rapidamente no varejo, o que torna o Galaxy A57 a escolha mais equilibrada em custo-benefício. O Moto Edge 70 Pro é o mais potente, o Jovi V70 é ideal para quem busca bateria de longa duração e o Oppo Reno 16, apesar da boa qualidade, tem dificuldade em justificar seu preço frente à concorrência consolidada.
Como realizamos os testes
A metodologia incluiu softwares de referência como PC Mark, 3D Mark e GeekBench 7 para simular o uso cotidiano. Já a bateria foi avaliada com brilho automático, monitorando o consumo até que os dispositivos atingissem 20% de carga.








