Uma força-tarefa policial cumpre nesta quinta-feira (8) mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. A ofensiva, batizada de Operação Fio, também determinou o bloqueio judicial de ativos financeiros que podem chegar a R$ 1,4 milhão por investigado, dependendo da situação de cada alvo.
Atuação em dois estados Os mandados são cumpridos simultaneamente em municípios mato-grossenses como Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, além de localidades situadas no Litoral Sul de São Paulo. No total, a Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva, nove ordens de busca e apreensão e 12 determinações para o congelamento de contas e bens.
Movimentações financeiras incompatíveis O inquérito policial apontou indícios de que os investigados realizavam transações financeiras incompatíveis com a renda declarada. A apuração também aponta que empresas e pessoas físicas teriam sido empregadas para ocultar e movimentar os capitais ilícitos.
Com o objetivo de impedir que os recursos fossem dissipados, o Judiciário autorizou o bloqueio de valores com limites que variam de cerca de R$ 300 mil até o teto de R$ 1,4 milhão, havendo ainda situações em que a constrição atinge a totalidade dos ativos encontrados.
Cooperação interestadual A execução das medidas conta com a cooperação entre forças de segurança dos dois estados. Participam da ofensiva a Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor) e a Delegacia de Mirassol D’Oeste, juntamente com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo/Santos e a Denarc.
Os materiais apreendidos ao longo do cumprimento das ordens judiciais passarão por perícia técnica. A expectativa da polícia é que as evidências ajudem a detalhar a organização criminosa, a função de cada integrante e o caminho percorrido pelo dinheiro. As investigações prosseguem para evitar a destruição de provas e identificar outros possíveis envolvidos.








