O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmou o afastamento do ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, e do empresário Pedro de Moraes Filho da liderança do Grupo Safras. O grupo empresarial lida atualmente com uma complexa recuperação judicial que ultrapassa a marca de R$ 2,2 bilhões em débitos.
Contexto da decisão judicial A determinação foi emitida pelo desembargador Hélio Nishiyama, negando o pedido das defesas que tentavam reverter as deliberações ocorridas em uma Assembleia Geral de Credores realizada no dia 11 de setembro. Os advogados dos fundadores argumentavam que a troca imediata de gestão poderia prejudicar as operações e questionavam a validade de algumas votações.
Nova estrutura de comando interino Durante a assembleia mencionada, os credores votaram pela saída de Dilceu e Pedro e rejeitaram a permanência de Emmanoel Alexandre de Oliveira como interventor com mais de 77% de rejeição. Como resultado, a Tauá Partners assumiu a gestão temporária de parte das companhias, enquanto a AJ1 Administração Judicial passou a coordenar a Safras Armazéns Gerais.
Investigações e suspeitas financeiras O processo é cercado por fortes impasses e acusações de ocultação patrimonial, transações atípicas e manobras para desvio de verbas. Entre os pontos críticos está um litígio envolvendo cerca de R$ 34 milhões em soja apontado pela Caramuru Alimentos, além de contestações sobre a falta de transparência nas contas durante a intervenção anterior.
Entendimento do tribunal Ao analisar o recurso, o magistrado concluiu que paralisar a gestão provisória geraria um vácuo de poder prejudicial aos negócios e aos credores. O desembargador destacou que os gestores temporários atuam sob rigoroso controle patrimonial e que a medida não é definitiva, visto que o futuro administrativo será reavaliado em novas reuniões do colegiado de credores.








