O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela nesta quarta-feira (7), levando o dólar comercial a um fechamento de R$ 5,01, o que representa uma valorização de 0,70%. A divisa norte-americana ganhou força em um ambiente global marcado pela aversão ao risco, interrompendo uma sequência recente de valorização do real.
O impacto dos juros nos Estados Unidos O principal gatilho para a alta do dólar foi o desempenho dos Treasuries, os títulos públicos do governo norte-americano. O rendimento desses ativos subiu após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed). O documento sinalizou que as taxas de juros no país podem permanecer em patamares elevados por mais tempo, além de abrir margem para um novo ajuste positivo ainda em 2024.
O efeito da política monetária americana Com a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos, os investidores redirecionam seus capitais para ativos considerados mais seguros. Esse movimento retira liquidez de economias emergentes, como o Brasil, pressionando a cotação do real frente à moeda americana. A cautela dos investidores também se refletiu na Bolsa de Valores, onde o Ibovespa encerrou o pregão na marca dos 204.302 pontos.
Desempenho da moeda europeia Além do dólar, o euro também apresentou movimentação no mercado de câmbio, encerrando o dia cotado a R$ 5,61. A dinâmica entre as moedas segue sendo monitorada de perto por analistas, que avaliam como o cenário externo continuará influenciando a volatilidade do mercado doméstico nos próximos pregões.
Tabela de Cotações Internacionais Abaixo, confira o panorama das principais moedas em relação ao real e entre si (valores de referência):
CódigoBRLUSDEURGBPJPYCHFCADAUD
BRL10,19940,17800,150831,52700,16610,28440,2863
USD5,013810,89340,7569158,070,83341,42571,4370
EUR5,61901,119310,8473177,000,93251,59581,6084
GBP6,63161,32151,18011208,891,10131,88351,8980
JPY0,03170,00630,00560,004810,52700,00900,0091
CHF6,01901,20061,07200,9080189,6911,71131,7235
CAD3,51670,70140,62650,5309110,890,584511,0074
AUD3,49460,69620,62170,5268110,050,58010,99241
A conjuntura atual reforça como a comunicação do banco central norte-americano é determinante para o fluxo de capitais e a estabilidade das taxas de câmbio em mercados emergentes.








