O principal índice da Bolsa brasileira encerrou a sessão da segunda-feira (5) com um salto expressivo de 7,7%, alcançando a marca de 206.911,89 pontos. Esse avanço representa o maior ganho diário do mercado acionário nacional desde o dia 24 de março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19.
Impacto das eleições na política econômica
Especialistas apontam que o otimismo dos investidores foi impulsionado pela perspectiva de avanço em um ajuste fiscal após o encerramento do primeiro turno das eleições. A expectativa de mudanças na condução da política econômica representou um “divisor de águas” para os investidores, principalmente diante da possibilidade de uma política diferente em relação aos gastos públicos.
Desempenho das ações e exportadoras
No cenário corporativo, o destaque positivo ficou com os papéis do Magazine Luiza, que lideraram a ponta compradora com uma valorização de 24,1%.
Por outro lado, grandes companhias exportadoras fecharam o pregão em terreno negativo. Esse movimento ocorreu porque ações de empresas como Vale, WEG, Suzano e Embraer vinham sendo utilizadas como uma espécie de proteção por investidores que temiam um cenário eleitoral mais acirrado. Como essas companhias possuem receitas em dólar, a valorização da moeda norte-americana poderia ajudar a compensar eventuais perdas em outras posições.
Maiores oscilações do pregão
Entre os ativos que registraram as maiores altas do dia, destacaram-se a Ambipar Participacoes e Empreendimentos SA (AMBP3), com disparada de +87,50%, e a General Shopping e Outlets do Brasil S.A (GSHP3F), que subiu 80,14%. Já na ponta negativa, as maiores quedas da sessão foram lideradas pela Cemepe Investimentos SA Pfd (MAPT4F), com retração de -43,55%, seguida pela Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3F), que recuou 25,00%.
Volume de negócios na B3
A movimentação financeira total registrada na bolsa foi de R$ 103.400.989.024, resultado distribuído ao longo de 10.452.278 operações.
O Ibovespa funciona como o principal termômetro do mercado financeiro nacional, reunindo uma carteira teórica com os papéis mais negociados e líquidos do país. Toda a infraestrutura de negociação desses ativos é gerida pela B3, sediada em São Paulo e reconhecida entre as maiores bolsas mundiais.








