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Otaviano Pivetta assume Mato Grosso e enfrenta quatro grandes crises

Reeleito com 60,77% dos votos, o governador terá que lidar com gargalos na saúde, segurança pública e infraestrutura rodoviária.

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Quais os principais desafios que Otaviano Pivetta terá nos próximos 4 anos em MT

Otaviano Pivetta (Republicanos) garantiu a reeleição como governador de Mato Grosso neste domingo (4), conquistando 60,77% dos votos válidos conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pleito consolida sua ascensão ao cargo principal após atuar por dois mandatos como vice de Mauro Mendes (União), de quem herdou a cadeira após a renúncia do titular. Empresário, agropecuarista, ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e ex-deputado estadual, ele agora assume a gestão integral do estado tendo como pano de fundo as principais demandas apontadas na última pesquisa Quaest: saúde precária, violência e problemas crônicos de infraestrutura.

Desafios na Saúde Pública O setor de saúde exige atenção imediata, sobretudo devido à forte descentralização dos serviços. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) aponta que a macrorregião Centro-Norte concentra aproximadamente 40% de todos os leitos estaduais. Essa concentração obriga moradores do interior e gestantes a longos deslocamentos para conseguir atendimento básico, exames e cirurgias de média e alta complexidade, agravando as filas em especialidades como ortopedia, oncologia, cardiologia e neurocirurgia.

Combate à Violência e Feminicídio Na segurança pública, a incidência de crimes contra as mulheres coloca o estado em posição alarmante no cenário nacional. O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontou Mato Grosso com a terceira maior taxa de feminicídios do Brasil em 2025, registrando 54 vítimas e uma proporção de 2,7 por 100 mil mulheres. O levantamento revelou ainda que sete destas vítimas possuíam medidas protetivas ativas. A expansão de facções criminosas para além do tráfico convencional, alcançando a lavagem de dinheiro, interferência política e o garimpo ilegal em áreas como a Terra Indígena Sararé, também demanda ações enérgicas do novo governo.

Infraestrutura e Escoamento A mobilidade urbana e o transporte rodoviário completam a lista de prioridades urgentes. Na Região Metropolitana, a implantação do sistema BRT entre Cuiabá e Várzea Grande segue sem data oficial de funcionamento. Já no interior, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) mapeou 95 pontos críticos em 7.156 quilômetros avaliados em 2025, evidenciando buracos, erosões e pontes danificadas que encarecem o frete e prejudicam o escoamento da produção agropecuária.

Balanço de Gestão e Promessas Pendentes O novo mandato herda tanto avanços quanto compromissos não cumpridos da gestão anterior de Mendes e Pivetta, que atingiu 28 metas de um total de 43 promessas de campanha. Entre as entregas recentes estão o Hospital Central e o Hospital Estadual do Alto Tapajós, além de milhares de quilômetros de rodovias asfaltadas e pontes de concreto construídas. Por outro lado, obras vitais como o próprio BRT, a duplicação da MT-251 e a substituição integral de pontes de madeira na Transpantaneira continuam como pendências históricas na mesa do governador.

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