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Agro define 5 prioridades para cortar custos e ampliar investimentos

Entidade entrega documento com propostas de longo prazo focadas em crédito, insumos, infraestrutura, educação e comércio exterior.

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Agro apresenta 5 prioridades para o próximo governo reduzir custos e ampliar investimentos

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) apresentou ao próximo governo uma agenda estratégica com cinco prioridades voltadas para a redução de custos, o fortalecimento da competitividade e a ampliação dos investimentos no campo. Crédito, seguro climático, insumos, infraestrutura e mercados externos formam o eixo central das propostas defendidas pela entidade para o setor produtivo.

Financiamento e Proteção contra Riscos Climáticos O primeiro ponto da pauta une planejamento financeiro de longo prazo e seguro rural. A Abag sugere a articulação entre recursos públicos e privados para melhorar o acesso ao crédito de custeio e investimento, além de propor a criação de um Fundo Nacional de Catástrofes Climáticas para amparar o produtor diante de quebras de safra.

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) atendeu mais de 42 mil produtores e protegeu 3,2 milhões de hectares em 2025. O tema ganhou novas diretrizes com a Lei nº 15.526, sancionada em 30 de setembro, que tornou obrigatórias as despesas com a subvenção dentro dos limites orçamentários, embora a operação do fundo suplementar ainda exija estruturação.

Indústria Nacional de Insumos e Autonomia A segunda prioridade consiste em estimular a produção nacional de máquinas, equipamentos e tecnologias, garantindo maior agilidade na aprovação de novos produtos pelos órgãos competentes. A dependência externa do Brasil no setor de fertilizantes atinge cerca de 85% do total consumido, segundo o Mapa, o que deixa a agricultura nacional vulnerável a oscilações cambiais e crises nas rotas logísticas internacionais.

Logística Integrada e Infraestrutura no Campo A terceira frente abrange a coordenação contínua de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias, energia e conectividade digital. O plano da Abag também prevê a harmonização dos processos de licenciamento com foco em critérios técnicos, prazos previsíveis e rigor na preservação socioambiental.

Para os produtores, a melhoria na capacidade estática de armazéns e na rede de transportes diminui os gargalos logísticos após a colheita. Já a expansão da energia estável e da internet no campo viabiliza a operação de maquinário moderno e a implementação de inovações tecnológicas nas lavouras.

Comunicação e Inserção Internacional As últimas duas frentes estratégicas abordam a valorização da imagem do setor e a expansão comercial. A quarta proposta recomenda programas permanentes para evidenciar o papel da agroindústria na segurança alimentar, na inovação e na sustentabilidade econômica.

Por fim, a quinta prioridade estabelece uma política de inserção internacional combinando esforços do governo, da ciência e da iniciativa privada. O objetivo é derrubar barreiras sanitárias, combater tarifas protecionistas e conquistar novos mercados globais para os produtos brasileiros, garantindo previsibilidade para toda a cadeia produtiva nos próximos anos.

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